A Lisboa que não tem pastéis de Belém

Por: Julie Coimbra

Acredite se quiser, pastéis de Belém não são encontrados em Lisboa.

Aqui no Brasil, chamamos Pastel de Belém o doce que os portugues nomeiam de pastel de nata. Que engano! Em Portugal, todos são pastéis de nata e, para ser pastel de Belém, tem que cumprir um requisito básico: ser feito em Belém! A Pastelaria de Belém, uma tradicionalíssima padaria, fundada em 1837 no famoso bairro, é a única que tem propriedade para afirmar que faz os famosos pasteis em questão. Todos os demais são pastéis DE NATA, e somente isso.

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A diferença dos pasteis de nata e Belém não é muito pelo sabor, mas sim pelo local onde são feitos.

Esses sim, são encontrados a cada esquina, com o valor mais ou menos entre 1 e 2 euros. E valem muito a pena. Dois pontos especiais para os apreciadores da gordice são a Padaria Portuguesa, com várias franquias em terras lisboetas, e a Manteigaria, na praça Luís de Camões.

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Praça Luís de Camões

Ali perto fica o Bairro Alto, onde bomba a noite lisboeta. O bairro é conhecido por suas ruas estreitas cercadas de prédios históricos. O agito começa à meia noite, quando jovens chegam, e a cerveja é vendida nos tamanhos L, XL e XXL por até 1,50 euro. Figuras estranhas oferecem maconha e haxixe e os locais, misturados com estrangeiros, aproveitam as oportunidades. O Bairro Alto está, no Rio de Janeiro, para o que é o Baixo Gávea e, em São Paulo, para uma Vila Madalena menos estruturada.

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Minha viagem para Montevidéu (parte 2)

Continuando o post sobre Montividéu, no terceiro dia nós fomos conhecer Punta del Este. Sinceramente, foi decepcionante. O inverno do Uruguai não é brincadeira e ainda estava chovendo e ventando muito, então não conseguimos ir até a famosa escultura da mão.

Mas, em compensação, quando fomos a Colonia del Sacramento foi tudo lindo. Se nesse dia tivesse chovido, o passeio não seria legal, porque o céu azul fez toda a diferença, olha só esse lugar:

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Infelizmente, não tirei fotos do que comi lá, mas estava muito bom. Fomos a um restaurante bem charmosinho, com música ao vivo e eu pedi um bife à milanesa com batatas fritas. Veio muito bem servido e o bife à milanesa de lá é diferente, a carne vem bem fina, mas ocupa quase o prato todo. Aprovado. Ao final do dia, fomos pro hotel descansar, porque já estávamos exaustas.

No último dia fomos a uma vinícola e, ao final do passeio, teve degustação de vinhos. Como estávamos mortas de fome, nem ligamos para a questão de que queijo/frio harmonizava com que vinho, apenas comemos, haha. Eu não ligo pra vinho mesmo. Uma dica: se for fazer esse passeio, prefira ir em setembro, que é a época da colheita. Em julho não tinha uma única uvinha lá – mas o vizu do lugar é bem bonito.

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Depois, fomos conhecer o Montevideo Shopping. É um shopping mais popular que o Punta Carretas e estava muito lotado, por isso não ficamos muito tempo lá. Mas tem umas lojas legais (no final desse post tem as diquinhas de compras).

No final, acabamos comendo no Don Peperone e pedimos, novamente, pizza, porque queríamos ir pro hotel descansar pra acordar cedo e voltar no dia seguinte. Parece que tem um restaurante desse em cada esquina de Montevidéu.

Dicas de compras:

  • Como falei no outro post, o Punta Carretas Shopping tem vários quiosques com acessórios para o frio a precinhos bem camaradas.
  • Logo que entramos no Montevideo Shopping, tinha uma loja chamada Bellmur, com suéteres de todas as cores e roupas mais chiquês lindas! E os preços estavam bacanas também – ainda mais que estava rolando uma liqui.
  • No Montevideo Shopping também tem mais quiosques com coisas legais e a preços justos.
  • Em Colonia del Sacramento queria muito comprar uma bolsa com estampa tribal, mas nas lojas de artesanato não encontrava nada que me agradasse. Só no final descobri uma loja chamada Penelope e consegui minha bolsa! Lá tem outras coisas bacanas que eu não tive tempo de ficar vendo, mas vale à pena entrar!
  • Em Punta as coisas definitivamente não são baratas, só trouxe de lá uma camisa de uma loja com marcas italianas e que saiu a U$120 – mas não pude resistir a lindeza dela (é a das fotos em Colonia).
  • O melhor do DutyFree está na volta, no aeroporto do Rio. Na ida não tem praticamente nada.

Eu teria ficado mais tempo… E espero poder curtir um dia Punta no verão!

Minha viagem para Montevidéu (parte 1)

Estava matutando na minha cabeça o que de novo eu tinha para postar aqui no blog e a falta de ideias me fez abandoná-lo por uns diazinhos. Mas daí eu lembrei que não cheguei a fazer post sobre a minha viagem para Montevidéu em julho desse ano! Apesar de ter atualizado o Instagram do blog todos os dias lá, acho que vale à pena registrar também aqui tudo que eu fiz e as minhas dicas, porque foi realmente incrível – e vou até dividir em partes!

Montevidéu não é um destino muito falado aqui na América do Sul, vejo mesmo é muita gente ir pra Buenos Aires. Eu fui a Buenos Aires em 2012 e vou contar um negócio: sou muito mais Montevideu. Ouvi até gente falando “mas o que você vai fazer lá?” e, vou contar, tem bastante coisa, viu?

Fui com minha mãe, minha avó e mais duas amigas nossas que são mãe e filha. Ou seja: nosso roteiro foi mais família. Compramos todos os passeios já daqui do Brasil, então todos os dias tinha um ônibus que nos buscava no hotel para ir aos lugares com grupos de outros hoteis também.

O tempo de voo do Rio pra lá é bem curtinho, só três horas (e ainda teve lanchinho). Chegamos no aeroporto e o transfer já estava nos esperando para irmos pro hotel. Ficamos hospedadas no Hotel Ermitage, em Pocitos. A localização é ótima, o bairro é uma gracinha e um dos mais chiques da cidade (apesar da hospedagem não ter sido cara).

O quarto em que eu, minha mãe e minha vó ficamos era triplo, então era dividido como se fossem dois quartos e o banheiro no corredor. O hotel fica a apenas algumas quadras da praia, então os quartos em andares altos têm uma vista maravilhosa. O nosso tinha até varandinha!

Uma coisa interessante é que lá a praia não tem água do mar, a água vem do rio da Prata.

No primeiro dia chegamos mortas de fome (e frio) e queríamos um shopping pra comprar luvas e gorros e comer, claro. Mas primeiro, tínhamos que trocar os dólares por pesos uruguaios (fomos mal orientadas de que usar dólar lá valia mais à pena, mas não é verdade, as coisas acabam saindo mais caras se não forem pagas em pesos). Os uruguaios são muito simpáticos e, na casa de câmbio, uma moça nos deu a dica de irmos ao Punta Carretas Shopping.

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Chegamos lá e fomos direto pro primeiro restaurante que vimos ali, logo do lado de fora do shopping, o Don Peperone. Mas tinha um probleminha: os restaurantes lá só abrem suas cozinhas para o jantar exatamente às 20h. E eram 19h e alguma coisa. Só tinha chá e pizza, então pedimos uma pizza média para dividir, como uma “entrada” e depois pedimos os pratos. Mas valeu, a pizza era muito boa! O molho de tomate tinha um sabor diferente, nossa, tava gostosa à beça. Depois, cada uma fez seu pedido. Eu escolhi uma lasanha à bolonhesa (também super diferente das que você come aqui).

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Fomos duas vezes ao Punta Carretas na viagem. Como no dia que chegamos estávamos muito cansadas, a segunda vez deu pra tirar fotos com os “zapatos gigantes” e a cadeira gigante que estavam lá. Depois, vim a descobrir que os sapatos são diferentes de tempos em tempos (busquem por “#zapatosgigantes” no Instagram).

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Uma dica sobre esse shopping: eu estava doida para comprar um gorro e, assim que a gente entrou, tinha uma loja da Levi’s. Acabei levando um lindo de lá, mas o preço não foi tão lindo assim. As lojas de marca no Uruguai têm preços equivalentes aos do Brasil, então não é um passeio para fazer compras nesse sentido. Alguns passos depois, você encontra vários quiosques com gorros e luvas a preços bem baratos (um par de luvas custava o equivalente a R$10) e modelos bem lindinhos.

No segundo dia fizemos um citytour passando pelo centro e alguns bairros da cidade, mas o que mais me deixou encantada foi o bairro de Carrasco. Um lugar de uma lindeza indescritível.

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Uma coisa que me impressionou muito no bairro e em Montevidéu em geral foi que as casas não têm muros, são aquelas coisas lindas com jardins gigantes que dão uma sensação de liberdade maravilhosa – totalmente o contrário do que vivemos aqui.

Mas, antes desse passeio, passamos em um restaurante para provar o famoso (e delicioso) chivito: um sanduíche com carne, presunto, queijo, ovo, alface, tomate, azeitona (e, dependendo do lugar, até mais coisa).

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Nesse dia também fomos ao Mercado do Porto, um mercado enorme e que vende de tudo (de frutas até bolsas). Pena que tivemos pouco tempo lá e, com tanta coisa para fazer nos dias seguintes, não pudemos voltar, porque tinha uma lanchonete só de chivitos e eu queria muito provar um diferente.

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Mas de lá trouxemos um pote com quase 1kg de doce de leite, já valeu à pena!

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Nessa mesma loja que compramos o doce de leite, tinha vários outros doces, biscoitos, chocolate belga e mini potinhos de doce de leite muito fofos para trazer de lembrança.

No final, fomos jantar adivinhem aonde? No Punta Carretas Shopping. Só que dessa vez num restaurante diferente, que fica na praça de alimentação. Fomos para o El Fogón, com uma comida extremamente deliciosa. Eu pedi uma picanha com batatas fritas e o molho à campanha que acompanhava a carne foi simplesmente o melhor que eu já comi na vida.

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Bom, esses foram meus dois primeiros dias em Montevidéu, aguardem os próximos!

Buenos Aires: prós e contras

No meio de 2012, eu fiz minha primeira viagem para Buenos Aires. Eu me diverti bastante, mas também caí em algumas ciladas que vi por aí na internet, então esse post traz o que eu indico para fazer ou não fazer lá.

Centro
É de praxe dar uma volta no centro e conhecer os principais pontos turísticos, como a Casa Rosada.

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A Calle Florida é uma rua muito conhecida por ser o principal centro comercial de Buenos Aires, embora os preços não sejam muito atrativos (quando eu fui, a Argentina já tinha entrado na crise econômica e quase tudo era muito caro, mais do que no Brasil até). Mesmo assim, vale à pena um passeio por lá e uma visita à Galeria Pacífico, super charmosa. Uma dica dessa galeria é a loja Abuela Goye, que vende doces. O alfajor de lá é muito bom, o Havanna pra mim é melhor, mas eu gostei de ter experimentado esse, porque tem mais doce de leite.

A visita à livraria El Ateneo é quase que um passeio obrigatório! O lugar é um teatro antigo, tem espaço de livros infantis, tem um café, vende CDs, DVDs e é lindo.

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Outro lugar super charmoso é o Café Tortoni. Também no centro, tem mini churros com doce de leite que são uma delícia!

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Para sair à noite a dica são os pubs! O The Kilkenny Irish Pub fica na Marcelo T. De Alvear, 399 (esquina com Reconquista)  e é super legal, com ambiente de pub irlandês mesmo, fica bastante cheio e tem música ao vivo. Adorei!

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Puerto Madero
Puerto Madero é muito conhecido pela grande quantidade de restaurantes, principalmente de carnes. Eu fui ao Cabaña Las Lilas. A comida é boa, mas os preços são salgados. Tudo é à parte, você escolhe uma carne, mas não vem o acompanhamento, tem que pagar separadamente.

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La Boca
É um bairro que, apesar de não ser rico, é uma graça com suas casinhas coloridas! A Argentina é toda cheia de lojas e cafés Havanna e a de lá é num amarelo bem chamativo (não poderia ser de outro jeito). Apesar de ter passado pouco tempo lá, gostei bastante. Também tem o estádio do Boca Juniors, com um museu do futebol.

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Recoleta
Para mim, o bairro mais charmoso. Cheio de cafés no estilo parisiense, tem uma feirinha, um lugar para fazer um passeio calmo e quem sabe tomar um solzinho na grama!

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Ciladas
Bom, minha primeira decepção foi o passeio no rio Tigre. Imaginava uma coisa completamente diferente, mas era apenas um rio escuro cheio de lama com uma vista para o que pareciam casas abandonadas. Muito decepcionante mesmo. Não sei se as dicas que peguei na internet estavam ultrapassadas, mas esse passeio não valeu nada à pena, trocaria por uma visita a Palermo.

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Depois, teve o Zoológico de Lujan. Eu estava toda animada para poder entrar na jaula com os animais, na hora até achei o máximo, mas depois parei e pensei: eles estavam claramente dopados. Não tem história de que eles foram criados ali, então são mansinhos, pelas fotos dá para perceber que não é isso. Fiquei com pena e arrependimento depois.

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É uma viagem legal, mas eu achei que deveria colocar coisas pelas quais eu me senti enganada (o que eu quase não vejo na internet).

É isso, então! Beijinhos.

Ps.: tem novidade hoje! Criei uma página no Facebook, curte lá: facebook.com/comoeuvoubyrenata.